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O Desenvolvimento Psico-Afetivo - Parte 1

psicoafetivo1

"Não desejo suscitar convicções, o que desejo é estimular o pensamento e derrubar preconceitos"
"Só o conhecimento traz o poder"


Sigmund Freud


Essas primeiras frases falam do meu propósito em escrever os textos e divulgar informações no meu site.

Tenho pensado muito em propósito de vida, aliás não é de hoje, mas isso tem ficado cada vez mais forte dentro de mim. Sei, assim como todos sabem, que o conhecimento nos enriquece proporcionando novos horizontes na forma de entender a vida e tudo que nos rodeia.

Por isso a intenção deste Boletim Informativo é o de oferecer um conhecimento básico sobre o desenvolvimento psico-afetivo de todo ser humano.

Introdução

Sempre quando estou no consultório em atendimento psicoterapêutico ou quando escrevo um texto tenho como intenção transferir um conhecimento que seja útil para a reflexão e autoanalise. Devo dizer que um processo de psicoterapia,sempre é um processo de autoanálise orientada. Por isso não quero que seja uma leitura sobre teoria simplesmente, mas que esta leitura seja para a análise da sua própria vida e assim desperte pensamentos e entendimentos de quem você é, e qual a origem da sua formação psíquica/emocional, através da sua história de vida, na sua relação com a função materna e paterna.

Dito isto, também preciso esclarecer que este texto foi desenvolvido com base na Teoria Psicanalítica e assim o termo Função Materna, Função Paterna, Ego e outros que citarei são termos da Psicanálise. Este primeiro texto que escrevo agora serve como embasamento para suas próximas leituras que mandarei aos poucos e que serão sequenciais: Desenvolvimento Psico-afetivo com o texto de Função Materna, Função Paterna e a formação do Ego, que ao final de tudo darão a você o entendimento da formação do seu caráter e personalidade.

Vou falar quais as diferenças entre temperamento, caráter e personalidade e como cada um deles se origina, sempre saindo do pensamento leigo, mas explicando de forma simples. E como uma coisa puxa a outra será importante falar sobre alguns estágios básicos do desenvolvimento infantil, para que você reflita em cada etapa da sua vivência quando criança e desperte a consciência e seja o agente responsável por sua história.

O ser humano é um ser bio-psico-social-espiritual e portanto um conjunto de aspectos são importantes para sua formação, sendo assim o ser humano não pode ser considerado somente como um produto de seu meio, como também não pode ser simplesmente condicionado pela cultura onde vive, como se não tivesse pensamentos e sentimentos e vontade própria. Não pode da mesma forma ser entendido como uma máquina programada para ser o que somente sua genética determina. A questão é mais abrangente e complexa, e de forma geral falarei da parte mais subjetiva de sua formação.

Entendo que essa pequena série de quatro textos, juntamente com o texto "O Círculo Vicioso do Amor Imaturo", que está também no meu site, trarão uma visão bem interessante para sua própria autoanálise e posteriormente, quem sabe, seu início de processo analítico dentro do consultório.

Índice

- Desenvolvimento Psico-afetivo ou Desenvolvimento Infantil

- Temperamento x Caráter x Personalidade

- Função Materna

- Função Paterna

- Formação do Ego ou Eu

Para explicarmos o que é caráter e personalidade para a psicologia e assim facilitar o seu entendimento do texto, precisamos acrescentar mais um conceito, que é o temperamento, assim o discurso do leigo deixará de existir para dar vazão a conceitos mais bem formatados e que ampliarão também o seu entendimento de desenvolvimento infantil, por isso é necessário que falemos sobre algumas fases da criança para a continuação.

Desenvolvimento Infantil - do instinto a formação do eu

É óbvio que todo este assunto é muito mais complexo do que trato aqui, mas sei que será suficiente para dar o entendimento para sua autoanalise que é o que desejo.
Em geral o desenvolvimento da criança passa por três estágios principais:

1. Estágio Indiferenciado, Narcísico, ou Sem Objeto - nesta fase do nascimento a criança não sabe que existe, não sabe se diferenciar do ambiente, nem dos elementos que compõe aquele ambiente, nem mesmo das pessoas que estão no ambiente.

Neste primeiro momento de vida da criança as experiências afetivas são sentidas instintivamente apenas o desprazer das tensões, como o prazer da redução das tensões são percebidos. O que seriam estas tensões? Tensão deve ser entendida como todo o desconforto sentido pelo bebê, como a fome, o frio, a claridade excessiva, a cólica, o fazer cocô, estar úmido, sujo, etc.

Outra coisa importante ressaltar é que a criança por não conseguir se diferenciar do ambiente e de nada que o compõe, "entende" que ele mesmo é o gerador das tensões e dos alívios. Quer dizer que neste primeiro momento a criança é Onipotente "acreditando" que ela mesma dá conta de aliviar suas tensões quando isto acontece.

Então, estas primeiras experiências afetivas terão como base a regulação do prazer e do desprazer vividos pela tensão e pelo alívio da tensão, a isso chamamos homeostase. Assim se a função materna for bem sucedida criará na criança um bem estar maior do que a vivência de desprazer. Como a criança sente o "afeto" pelas sensações de prazer e desprazer, quanto melhor a função de maternagem, melhor o equilíbrio psíquico/emocional em formação.

2. Estágio de Transição - como o próprio nome diz, é um período de transição entre a fase que acabei de falar e uma certa relação com um objeto que inicialmente é a comida, mas já não mais com ênfase na necessidade simplesmente. Aqui nesse estágio a criança "ama o leite, o seio, a mamadeira e similares". Neste segundo momento de vida da criança aparece o sorriso.

3. Estágio das Relações Objetais propriamente dito - neste período a criança passa a se relacionar com a mãe e não mais apenas com o leite ou o seio, ela já sente a ausência da mãe mesmo que as suas necessidades básicas estejam satisfeitas.

Esta fase começa por volta dos 8 meses de idade e alguns estudos trazem duas reações importantes da criança: a ansiedade de separação e a ansiedade em relação a estranhos. Esse estágio é continuado e ampliado nas relações objetais e irá até aproximadamente os sete anos de idade.

Definindo estes três estágios principais fica mais fácil agora de entender as diferenças entre os conceitos a seguir:

Temperamento x Caráter x Personalidade

Não vou me alongar nestes conceitos, mas será suficiente a informação para a ampliação do conhecimento e futura reflexão.

Temperamento - Quando falamos de temperamento estamos nos referindo à dimensão biológica e instintiva da personalidade, que se manifesta antes de outros fatores. O temperamento é determinado pela herança genética, o que influencia de forma muito significativa o funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino, ou seja, influencia relativamente distintos neurotransmissores e hormônios. Outros aspectos inatos, como o nível de alerta cerebral, também são importantes para o desenvolvimento da personalidade.

Estas diferenças individuais geram variações em diferentes características e predisposições; por exemplo, a hiperatividade do sistema nervoso simpático favorece o aparecimento de sentimentos como a ansiedade, enquanto as pessoas introvertidas se caracterizam por níveis cronicamente baixos de ativação cortical. Sendo assim o temperamento é mais instintivo e está relacionado ao primeiro estágio de vida da criança.

Caráter - O componente aprendido da personalidade é chamado de caráter. Portanto o resultado das experiências vividas e que influenciam a maneira de ser, modulando o temperamento através da educação dada pelos pais ou àqueles que exercem a função materna e paterna. Durante a vida de qualquer pessoa, as influências ambientais interagem com sua base temperamental, resultando em recursos que a caracterizam e a diferenciam das outras pessoas. Isto significa que depende do contexto familiar e cultural onde a criança está inserida. Então o caráter é uma construção, não é algo inato, por isso também é uma questão de escolha, ainda que não seja uma escolha muito racional ou consciente, já que neste início de vida da criança não há recursos suficientes para isso.

Personalidade - Por fim podemos dizer resumidamente que a junção do temperamento e do caráter forma a personalidade. Na psicologia, é definido como uma organização de emoções, cognições e condutas que determinam os padrões de comportamentos de uma pessoa. Sendo assim a formação da personalidade se dá tanto pela base biológica (temperamento), como pelas influências ambientais (caráter).

Por isso é difícil definir qual parte do ""modo de ser" pertence à hereditariedade e qual parte provém do ambiente, porque é justamente o conjunto que se desenvolveu que prevalece e que é reforçado ao longo da vida, e que continua em desenvolvimento e formação até a adolescência e finda na fase adulta geralmente.

Resumo

A formação do caráter da criança começa ainda nos primeiros meses de vida, por isso, a família tem um papel fundamental nesse processo. É durante a primeira infância que o indivíduo passa pela fase mais importante e significativa de aprendizagem. Neste momento, a criança aprende sobre o que é certo, e o que é errado dentro da cultura familiar, e isso definirá os valores e as crenças. Perceba que antes de uma cultura social, virá a cultura familiar o que define ainda mais uma excepcionalidade na formação daquele ser. Neste contato com os pais ou cuidadores, serão definidos através desta educação o ""certo" e "errado", pensamentos, sentimentos e comportamentos aprovados e reprovados, fazendo a formação do que o Jung nomeava como SOMBRA (inconsciente), interessante ler o texto "O Lado Sombra da Personalidade".

A partir disto a criança aprenderá o que deve ou não ser, e será a primeira estrutura formada a respeito de si mesmo, que posteriormente será reforçada pela repetição dos mesmos conceitos até ser internalizada como um hábito, a ponto de formar sua personalidade. Por exemplo, uma criança que é estimulada a enfrentar desafios, a se desenvolver e criar independência, como andar, falar, relacionar-se, etc., estará sendo estruturada com maiores recursos para a construção de uma personalidade com uma autoestima e resiliência mais elevadas, isto é, a lidar com maior maturidade e de forma mais adequada e saudável diante dos desafios e frustrações que fazem parte da vida de todos.

Por outro lado uma criança que tem como pais ou cuidadores pessoas super protetoras, e que por isso não permitem que os filhos brinquem num parque por medo que se machuquem, que não deixam os filhos irem a casa de amiguinhos por receio de não serem bem cuidados e que evitam de várias formas situações naturais do contato da criança com o mundo e que fazem parte do desenvolvimento infantil, acabam dando o entendimento de que viver e se relacionar é perigoso, de que a criança é incapaz ou é frágil, de que a criança não é boa o suficiente, limitando muito sua atuação, podendo ser gerador de uma personalidade com traços ansiosos, de medo, insegurança e com baixa autoestima.

Alguns estudos relatam que até o primeiro ano de vida, o ser humano aprende 50% de tudo que virá a aprender na vida e, no segundo ano, aprende mais 25%. Ou seja, nos dois primeiros anos de vida, o ser humano aprende 75% de tudo que um dia virá a aprender. Obviamente, parte desse aprendizado envolve aspectos motores e físicos como sentar, andar, mastigar, falar, etc., mas também aspectos de ordem emocional, intelectual e espiritual. Assim, no terceiro ano de vida, grande parte do caráter já está formado e por volta dos sete anos está concluído, dando sequência para a formação da personalidade que se desenvolverá até início da vida adulta.



Próximo Artigo: Função Materna

"Não somos apenas o que pensamos ser.
Somos mais, somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos.
Somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos e os impulsos a que cedemos "sem querer" - Sigmund Freud





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